Golpe do PIX: saiba como evitar e se proteger das tentativas mais usadas

Cada vez mais comum, os golpes por meio do PIX têm chamado atenção das autoridades e feito as instituições financeiras aumentarem ainda mais a segurança. Veja alguns dos tipos de golpes mais comum.

Golpe do PIX

Não se discute o fato do PIX ser um sucesso. A ferramenta eliminou a cobrança de milhares de reais em tarifas que o cliente era obrigado a arcar sempre que havia necessidade de realizar transferência para outras contas.

Funcionando sete dias da semana, 24 horas por dia, o PIX fez com que o brasileiro não ficasse mais refém do expediente bancário para realizar suas transações.

Só no mês de abril desse ano, o PIX registrou 500 milhões de transações, que geraram um movimento de R$ 322 bilhões. Esse valor superou o volume de todas as outras modalidades de transferências juntas.  

É natural que, frente a um volume tão significativo de operações e de uma grande adesão por parte das pessoas, passe a surgir tentativas de golpes por meio da ferramenta.

Se você quer saber um pouco mais sobre essa prática que infelizmente tem se tornado cada vez mais comum, continue com a leitura do artigo e confira abaixo alguns tipos de golpe que tem sido mais comum.

1. Golpe do cadastro da chave do Pix

Para efetuar ou receber uma transferência, é preciso que seja realizado um cadastro de uma chave no próprio sistema do banco no qual possui conta. O PIX disponibiliza quatro tipos de chave: por meio de CPF ou CNPJ, e-mail, celular ou chave aleatória.

Nesse tipo de golpe os criminosos encaminham e-mails ou mensagens se passando pelo banco simulando um pedido de cadastro. Ao clicar no link, a pessoa é direcionada para um site fake e tem seus dados copiados enquanto realiza o cadastro.

A maioria dos golpistas se passa pelo banco, por meio de links falsos que enviam para cadastro no PIX. Ao clicar nesses links, a pessoa fornece várias informações pessoais, além das bancárias.

2. Golpe do PIX por Transferência pelo WhatsApp

Esse tipo de golpe é mais velho e já realizado em outras plataformas. Nesse caso, os criminosos clonam o número do celular de uma pessoa e instalam o aplicativo do WhatsApp em um outro aparelho. Fingindo ser a vitima, eles começam a pedir dinheiro para aqueles contatos que são mais próximos.

Já que o PIX permite que transferências sejam feitas a qualquer hora do dia, esse tipo de ação por parte dos criminosos crescer exponencialmente. Os DOCs, por sua vez, só são autorizados até as 22hs dos dias úteis.

Não somente em relação ao PIX, que pode ser considerado uma ferramenta nova, mas também nas demais situações, a pessoa precisa ter atenção constante e uma postura de desconfiança diante de pedidos ou mensagens estranhas.

3. Golpe do PIX por Código ou QR Code falso

É bastante comum as pessoas na hora de fazer o pagamento de alguma compra ou conta utilizarem o PIX e ao invés de usar a chave do recebedor, acabar usando o QR Code para efetivação. 

Ao fazer a leitura do QR Code, é fundamental que a pessoa observe e confirme os dados de quem irá receber o valor, de modo que ela garanta que que o recebedor é a pessoa certa.

O golpe do QR Code é muito parecido com o antigo golpe do boleto, quando os criminosos “clonavam” um boleto que era de verdade e colocavam os dados de uma outra conta para que pudessem receber o dinheiro.

Conclusão

Vale destacar que todas as instituições financeiras têm procurado adotar processos e dispositivos de segurança que visam minorar o volume de fraudes – incluindo as que acontecem via PIX. Grande parte dessas fraudes acontece por falta de atenção do cliente e não necessariamente devido a falta de segurança das instituições e aplicativos.

Infelizmente, quando a fraude acontece por causa da falta de atenção da pessoa, como, por exemplo, repasse de dados pessoais e bancários que não sejam por meio dos canais da própria instituição financeira é muito provável que o ressarcimento não aconteça.

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